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O Livro dos Pais

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“Ter filhos e acompanhá-los ao longo da sua vida é uma experiência maravilhosa. Poucas coisas serão tão gratificantes como observar o crescimento e desenvolvimento físico, intelectual, social e emocional de uma criança que partilha connosco a sua vida. Mas nem sempre é fácil ter a nosso cargo uma criança. Intercalados com momentos tão bem passados, sempre existem outros de alguma tensão ou sofrimento.

São as preocupações com a alimentação, o crescimento, o desenvolvimento ou a educação. É a apreensão quando surge alguma doença, por vezes mais leve outras vezes mais grave. É a necessidade de prevenir alguns eventos, sejam doenças ou acidentes.

Ao longo dos últimos anos, (…) apercebi-me que, não querendo ser Pediatras dos seus filhos, muitos gostavam de saber um pouco mais sobre aspectos da saúde e da doença das suas crianças. E constatei também que as suas dúvidas recaíam geralmente sobre os mesmos temas, que consideravam como os mais importantes. Foram esses temas que escolhi para este livro.”

(Paulo Oom é Pediatra)

Esta é mais uma publicação recente (2008), onde são abordadas questões que vão do recém-nascido ao adolescente, recaindo sobre a saúde física, prevenção de acidentes, escola, desenvolvimento e comportamento, entre outros. É um livro escrito em linguagem simples, evitando explicações elaboradas e termos médicos complicados. Porque os bebés/ crianças/ jovens/ adolescentes não nascem com “manual de instruções”; por isso, a “arte” de educar é uma das coisas mais desafiadoras e difíceis mas também, na maior parte das vezes, mais compensadora. E, se os Pediatras podem tratar, esclarecer e orientar variadíssimos aspectos da vida das crianças e dos jovens, é fora dos consultórios médicos que muitas coisas se passam. Sem deixar de ouvir a opinião dos profissionais de saúde (imprescíndivel em muitos casos!), os pais podem, (na minha opinião) lendo o que está escrito nestas páginas, retirar conselhos práticos para a “jornada” diária.

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Abril 11, 2009 at 11:32 pm Deixe um comentário

Autismo

Desde o nascimento que as crianças procuram significados. As crianças normais depressa olham para o invisível, para os significados ocultos das coisas. Elas vão “para além da informação dada”. Elas sentem intuitivamente que o significado por detrás da percepção é mais importante do que o significado literal da percepção em si mesma. Esta é a sua hipótese, a sua teoria e, com as suas hipóteses e observações, elas aprendem o abstracto e o significado subtil da linguagem e do comportamento social.
O significado é que conta.
As crianças com autismo começam com teorias e hipóteses algo diferentes. Não que a busca por significado não exista. Mas acontece de modo diferente. A percepção é algo central e os detalhes sobressaem no labirinto das informações. As crianças com autismo seleccionam pormenores e combinam-nos para encontrarem um significado neste mundo confuso, por vezes caótico, que é o mundo invisível dos significados não percebidos directamente.
(…)
Pergunto a uma criança normal: “Como sabes que isto é um pássaro?” A criança olha-me como se eu lhe tivesse perguntado uma coisa tonta. “Porque voa, claro”.
Coloco ao meu filho Thomas a mesma questão : “Como sabes que isto é um pássaro?” Thomas (muito sério – tenho de enfatizar este ponto, porque muitas pessoas que não conhecem o autismo pensam que ele tem sentido de humor) diz: “Primeiro olho e vejo se tem quatro pernas ou duas. Se tem duas, é um pássaro.”
Um ser humano ou um animal. Recordo um tempo há muitos anos, quando estávamos numa carruagem de eléctrico. Por essa altura, eu já lhe ensinara como classificar imagens correctamente: estas são pessoas, e, estes são os animais. Ele sabia perfeitamente como fazê-lo.
Naquela tarde, ele reparou numa mulher com um penteado muito estranho, e na sua maneira franca e directa, disse alto, apontando para a senhora: “ Mamã, aquilo é um ser humano ou um animal?”
Hoje, que sei um pouco mais sobre o pensamento hiper-selectivo, tenho a certeza de que o penteado da senhora, cheio de caracóis (um pormenor), lembrou-lhe uma ovelha.

Extraído de “Mamã, aquilo é um ser humano ou um animal? Sobre hiper-selectividade e autismo”, Hilde De Clercq,
Intermedia Books

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Este é um livro que veio enriquecer, em língua portuguesa, os bons textos sobre autismo. Hilde De Clercq, num testemunho extraordinário de dedicação de mãe, descreve nele a importância do trabalho que pode ser efectuado com crianças com autismo. Mas, como é frequentemente referido, talvez a maior e melhor contribuição do livro seja a de aproximar o mundo do autismo do mundo das pessoas que, voluntária ou involuntariamente “nada têm/nada querem ter a ver com isto” e que são, por exemplo, os professores, os educadores, os médicos, os psicólogos, os políticos ou os cidadãos em geral.
Remetendo para a reflexão, mas de leitura fácil e agradável, recomenda-se vivamente, contribuindo, do meu ponto de vista, para que a expressão “autista” não seja tão “levianamente” usada.

 

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Olá, guardador de rebanhos

Aí à beira da estrada,

Que te diz o vento que passa?

Que é vento, e que passa,
E que já passou antes,
E que passará depois.
E a ti o que te diz?

Muita coisa mais do que isso.
Fala-me de muitas outras coisas.
De memórias e de saudades
E de coisas que nunca foram.

Nunca ouviste passar o vento.
O vento só fala do vento.
O que lhe ouviste foi mentira,
E a mentira está em ti.

Alberto Caeiro, O Guardador de Rebanhos

Fevereiro 1, 2009 at 5:29 pm 3 comentários

Manual para pais de primeira viagem (e seguintes…)

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” O Manual para Pais de Primeira Viagem (e Seguintes…) é um livro baseado na experiência pessoal do autor, que pretende, duma forma prática e simples, esclarecer as principais dúvidas dos pais e aliviar alguma ansiedade que possam ter no dia a dia. Os conselhos que são dados deverão apenas servir de referência, não substituindo as indicações dos médicos assistentes. No entanto a sua mensagem mais importante, diz respeito à sensibilidade e bom senso dos pais, que deve ser sempre a primeira forma de lidar com os problemas dos filhos, sendo na maioria dos casos suficiente para os resolver.”

Ele não pára de chorar, que devo fazer?

Como reconhecer os códigos de choro?

Como se deve deitar o bebé?

Como devem ser as mamadas?

Será que o meu bebé aumentou bem de peso?

Percentis. O que são?

Até quando devo amamentar o meu bebé?

Porque é que o meu bebé tem soluços?

(excertos retirados da contra capa)

Estas são algumas questões que o Dr Luis Pinheiro, Médico Pediatra e Neonatologista do Hospital de Cascais, aborda nesta compilação de textos de fácil leitura.

Estou de acordo praticamente com tudo o que é dito no livro, tirando algumas questões mais baseadas na experiência pessoal (cada um tem a sua!).

Tentarei abordar, dentro do possível, alguns dos temas mencionados nas questões acima, dado que eles são universais na vivência Pediátrica com crianças pequenas. Entretanto, se puderem, comprem o livro e tenham-no à mão : pode ser um auxiliar precioso!

Janeiro 27, 2009 at 6:58 pm 1 comentário


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